sábado, 1 de novembro de 2014

Yolanda

Depois de inenarráveis acontecimentos na minha vida, senti vontade de escrever mais um post aqui. Uma amiga me emprestou o livro Yolanda, de Antônio Bivar. Até aquele momento, eu tinha uma vaga idéia de quem era Yolanda. Comecei a ler o livro e, nos primeiros capítulos, me perguntei o por quê que eu estava lendo uma biografia de uma personagem da elite paulistana no começo do século XX? Aquilo fazia sentido pra mim? Mas continuei, porque acreditava nesta minha amiga. No decorrer da leitura, fiquei surpreendentemente maravilhada com a personalidade de Yolanda Penteado  e sua participação na história cultural brasileira. O livro mostra também aspectos de personalidades que a acompanharam em sua vida, como Santos Dumond e Assis Chateaubriand. Fala sobre a Revolução Constitucionalista de 1932 e outros atos históricos da época. Yolanda se casou com Ciccillo Matarazzo, os dois doaram uma coleção de arte digníssima para o Museu de Arte Moderna de São Paulo, que mais tarde viria a se tornar o Museu de Arte Contemporânea de São Paulo. Ela foi uma das grandes responsáveis pelo sucesso da II Bienal, em 1953. Foi fascinante viajar na elite paulistana daquele tempo, nessa personalidade incrível, com toda a cultura na qual o mundo estava embebido no início desse ilustre século XX.
Segue o resumo da editora (que não me atraiu...)


Com uma escrita envolvente, na qual predominam a emoção e o tom poético, o dramaturgo e escritor Antonio Bivar apresenta uma personagem fascinante: Yolanda de Ataliba Nogueira Penteado. Ao reconstituir neste livro a vida agitada dassa descendente em linha direta dos primeiros povoadores de nossa terra, eclética nas suas atividades e na eficiência - como empresária agrícola, dotada de visão clara das questões da produtividade rural, e como protetora das artes -, o autor oferece à cidade de São Paulo um momento ímpar para o resgate de sua memória.

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